Pular para o conteúdo principal

O aprendizado com a doença mental

Imagem criada por IA


Há nove anos, fui convidada para o Projeto Draft sobre a minha experiência com a depressão e ansiedade. Eu ainda não sabia sobre ser autista. Muitas pessoas vieram até mim por meio desse texto e indagavam como eu "superei" a depressão e a vontade de morrer. Eu sempre disse que fazia tratamento com psiquiatra e terapia. Sem isso, certamente, estaria morta ou louca de verdade.
No entanto, depois do primeiro flashback de trauma vivido no ano passado, entendi o papel fundamental que escrever trouxe. Grande parte das histórias que escrevi vinha de sonhos. Eram histórias com começo, meio e fim.
Dei-me conta de que dar um contexto aos sonhos fez com que eu pudesse processar os traumas. De acordo com Jung, o inconsciente apresenta as imagens para que possamos encontrar as pistas para reunir nossos pedaços quebrados e sem esperanças.
O sonho permite que haja resignificação. Isso não quer dizer que é fácil. Nunca é olhar para os confins dos oceanos. Só fazemos isso quando a alma se sente preparada para encarar o monstro interno. Dessa forma, eu posso dar uma resposta mais completa (que levou cerca de 9 anos para eu encontrar) e distinta.
Aos que me conheceram pelo texto, peço minhas sinceras desculpas por levar tanto tempo. Logo, o que posso dizer é a arte liberta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Diário de bordo 02.02.2026

Tenho o costume de abrir os olhos e dar uma olhada no whatsapp. Eu havia marcado um exame para minha mãe para o dia de hoje. Aí, vi a mensagem da clínica dizendo que era para remarcar. Liguei na clínica e a secretária informou que o velho maluco havia remarcado o exame. São 22:01 e, até agora, eu não sei como isso aconteceu.  Minha suposição é que ele achou que fosse ontem e deve ter ido até à clínica. Minha mãe gritou com ele? Claro que sim. Eu ouvi? Não porque estava no mundo de Morfeu. Ela grita com ele, a gente nem vai atrás para saber o que está acontecendo. Uma das frases atuais é: seu pai está impossível. Rezemos que seja falta de vitamina B12. Kylo Ren me viu e perguntou se eu não queria voar no pescoço do velho maluco. Respondi que não tinha energia para aquilo. Toquei minha vida. Este ano quero cuidar da saúde.

Demência

Assisti ao filme da National Geographic sobre o pai de Chris Hemsworth estar com Alzheimer. Chorei até quase todo programa. Tenho convivido com isso, mas dói saber que haverá um dia que... Enfim, dói ver uma pessoa que a gente ama desaparecer ao longo do tempo. Tento ter algum tipo de conforto para aliviar. As histórias ficarão para sempre em um lugar especial na alma e no peito.  O reconhecimento da finitude de uma vida é muito difícil. O jeito é agradecer de estar presente, aproveitando o máximo a presença física.

Diferenças culturais

Tenho mais consciência das grandes diferenças culturais no Brasil e em outros lugares devido à minha curiosidade sobre crimes reais.  No entanto, tem algo que me deixa de queixo caído: as investigações paranormais. Os sujeitos usam aparelhos para se comunicar com os mortos. Até certo ponto, é divertido assistir. Logo de cara, as sensações ruins são classificadas como demoníacas. Brasileiro tenta resolver de outro jeito: dá uma passadinha em algum lugar que tenha passe. Euzinha creio que essas forças são reais. Tive uma experiência bastante interessante em Curitiba. Um dos meus melhores amigos estava de guia turístico e eu vi um lugar que parecia ter arte. Entramos e tinha uma única sala iluminada de forma agradável. Dentro, havia um canhão. Dei dois passos para frente. Meu amigo nem entrou, só disse: Nana, vamos embora. O que quer que fosse saiu de perto quando entramos em uma loja de artigos como cristais, velas, tarô, livros esotéricoe. Também já senti uma energia pesada em um sh...