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Postagens

Diário de bordo 01.02.26

Meus pais não aprontaram nada que mereça nota. Acredito que os tenha deixado curiosos sobre a resposta da neurologista a respeito do meu pai. A demência pode advir da falta de B12. Aconteceram duas coisas (minha mãe vai à neurologista para pegar receita de remédio e a médica quer cortar porque é o Zolpidem. Já contei que meu pai já traficou remédio para ela? Conto mais à frente).  Não lembro a razão de não ter ido com ela na consulta anterior. Quando a médica pediu a ressonância porque ela reclamou de esquecimento, eu quis correr para as montanhas. Não basta um velho louco??? Ela saiu, meu pai entrou. Não tem como determinar se é Alzheimer ou não. No entanto, sei que uma das sequelas do COVID é perda de memória. Dito isto, pergunto à médica se a perda da memória era devido à doenca. O velho maluco respondeu que nunca teve COVID. Então, eu delirei ter passado cinco dias na internação com ele? Ele chegou ao hospital com sepse. Sabe daquelas coisas que você sabe que está acontecendo? ...
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Diario de bordo 28.01.26

 Passei um bom tempo sem querer escrever. Sinto necessidade de voltar ao diário de bordo porque pais idosos rendem boas histórias. Acreditem! Todo dia tem novidade. Outro dia, meu pai esqueceu meu nome e o nome do meu irmão. Marquei, pela quarta ou quinta vez, a neurologista. Pensem na minha vergonha! Ele não queria fazer ressonância magnética. O esquecimento dele me ajudou. Dá outra vez, ele tinha topado, maaaasssss pegou COVID e foi internado no dia do exame. A médica havia passado um ansiolítico para o esquecimento. Meu digníssimo pai fez o favor para que servia a medicação. Obrigada, Doutor Google (#sqn). A medicação era para ansiedade. Ele afirma categoricamente que isso não existe. Da última vez, ela passou outro remédio. Perguntei: - Está tomando? - Não preciso. Eu desisti da frase "eu não vou gritar". Em questão de segundos já estou alterada. Meu lugar no céu não está garantido porque dou boas gargalhadas com alguns acontecimentos da vida real!

Professor Polvo

Documentário incrível sobre a amizade de um polvo e um humano. Eu não sabia que polvos morriam após dar à luz. São criaturas magníficas. Eu li sobre essa história em algum momento da minha vida. A interação foi algo que marcou o mergulhador.  Eu chorei quando a polvo foi embora? Sim.  Vou assistir mais desses documentários? Provável que veja todo catálogo da National Geographic.

Demência

Assisti ao filme da National Geographic sobre o pai de Chris Hemsworth estar com Alzheimer. Chorei até quase todo programa. Tenho convivido com isso, mas dói saber que haverá um dia que... Enfim, dói ver uma pessoa que a gente ama desaparecer ao longo do tempo. Tento ter algum tipo de conforto para aliviar. As histórias ficarão para sempre em um lugar especial na alma e no peito.  O reconhecimento da finitude de uma vida é muito difícil. O jeito é agradecer de estar presente, aproveitando o máximo a presença física.

Diferenças culturais

Tenho mais consciência das grandes diferenças culturais no Brasil e em outros lugares devido à minha curiosidade sobre crimes reais.  No entanto, tem algo que me deixa de queixo caído: as investigações paranormais. Os sujeitos usam aparelhos para se comunicar com os mortos. Até certo ponto, é divertido assistir. Logo de cara, as sensações ruins são classificadas como demoníacas. Brasileiro tenta resolver de outro jeito: dá uma passadinha em algum lugar que tenha passe. Euzinha creio que essas forças são reais. Tive uma experiência bastante interessante em Curitiba. Um dos meus melhores amigos estava de guia turístico e eu vi um lugar que parecia ter arte. Entramos e tinha uma única sala iluminada de forma agradável. Dentro, havia um canhão. Dei dois passos para frente. Meu amigo nem entrou, só disse: Nana, vamos embora. O que quer que fosse saiu de perto quando entramos em uma loja de artigos como cristais, velas, tarô, livros esotéricoe. Também já senti uma energia pesada em um sh...

Combo Esquecimento

Estou com um combo "esquecimento" terrível: climatério (fog mental), tdah, fibromialgia (um dos sintomas é o esquecimento) e tive COVID umas 3 vezes (além de bagunçar o paladar - dessa última vez foi o doce ficar picante parecendo que tinha comido pimenta leve) e decidi baixar um jogo de palavras cruzadas para que o Tico e o Teco ficarem em forma. Fiquei impressionada com a capacidade do cérebro de armazenar informação inútil como o apelido do Chacrinha, Plebe Rude, algum conhecimento lá do ensino médio ou o título Ciranda de Pedra. Infelizmente, no momento em que preciso de uma palavra, vem em inglês ou três palavras diferentes. Minha sorte é que as pessoas entendem e trazem a palavra faltante. Espero conseguir fazer o Tico e Teco voltarem ao normal.

Saudade de tudo que eu não vivi

Há momentos na vida em que a gente se dá conta que a pessoa que está próxima e nunca sequer se importou com a gente. Um dia, eu comento sobre narcisismo por aqui. Só não sei quando. Ontem, me dei conta de que eu sinto saudade de uma pessoa que nunca existiu. Estava na minha mente todos os risos, todos os momentos bons. Mas, eu não estava ali compartilhando risos e dores porque estes instantes só existiram para mim. Eu era apenas alguém a ser suportado para evitar a solidão. Eu amei sozinha. Eu era substituível. Dói a traição. Foi mesmo traição? De certa forma, foi. Parecia que eu era especial, que era importante e nunca fui.  Para não lidar com essa dor, fiquei com obsessão com tricô. Não resolve, né? Foram anos de vivências que eram uma ilusão. Agora, fico tentando achar um sentido para seguir em frente.  Pensei: sinto falta. Imediatamente, veio a frase da música Índios da Legião Urbana: saudade do que sinto de tudo que eu ainda não vi. Eu mudei a frase: saudade de tudo que e...