Meus pais não aprontaram nada que mereça nota. Acredito que os tenha deixado curiosos sobre a resposta da neurologista a respeito do meu pai. A demência pode advir da falta de B12. Aconteceram duas coisas (minha mãe vai à neurologista para pegar receita de remédio e a médica quer cortar porque é o Zolpidem. Já contei que meu pai já traficou remédio para ela? Conto mais à frente). Não lembro a razão de não ter ido com ela na consulta anterior. Quando a médica pediu a ressonância porque ela reclamou de esquecimento, eu quis correr para as montanhas. Não basta um velho louco??? Ela saiu, meu pai entrou. Não tem como determinar se é Alzheimer ou não. No entanto, sei que uma das sequelas do COVID é perda de memória. Dito isto, pergunto à médica se a perda da memória era devido à doenca. O velho maluco respondeu que nunca teve COVID. Então, eu delirei ter passado cinco dias na internação com ele? Ele chegou ao hospital com sepse. Sabe daquelas coisas que você sabe que está acontecendo? ...
Passei um bom tempo sem querer escrever. Sinto necessidade de voltar ao diário de bordo porque pais idosos rendem boas histórias. Acreditem! Todo dia tem novidade. Outro dia, meu pai esqueceu meu nome e o nome do meu irmão. Marquei, pela quarta ou quinta vez, a neurologista. Pensem na minha vergonha! Ele não queria fazer ressonância magnética. O esquecimento dele me ajudou. Dá outra vez, ele tinha topado, maaaasssss pegou COVID e foi internado no dia do exame. A médica havia passado um ansiolítico para o esquecimento. Meu digníssimo pai fez o favor para que servia a medicação. Obrigada, Doutor Google (#sqn). A medicação era para ansiedade. Ele afirma categoricamente que isso não existe. Da última vez, ela passou outro remédio. Perguntei: - Está tomando? - Não preciso. Eu desisti da frase "eu não vou gritar". Em questão de segundos já estou alterada. Meu lugar no céu não está garantido porque dou boas gargalhadas com alguns acontecimentos da vida real!