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Efeito Lady Gaga

Ano passado, Kylo decidiu ir para o Rio porque Lady Gaga estaria no Brasil. Passei um mês chorando à mera menção do nome artístico.  Kylo apelidou de Efeito Lady Gaga. Achei que tivesse passado e, hoje, eu e Kylo estávamos matando tempo em uma padaria. Vi o Instagram e era ela fazendo um discurso no Grammy. Lá estavam elas, as lágrimas. Acredito que, em parte, seja porque ela me dá esperança na humildade. Penso que a ida ao show foi o momento em que vi meu filho se transformar em homem como um ritmo de passagem dos antigos. Ele estava lá e eu na minha cama me debulhando em lágrimas, praticamente, o show inteiro.
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Diário de bordo 02.02.2026

Tenho o costume de abrir os olhos e dar uma olhada no whatsapp. Eu havia marcado um exame para minha mãe para o dia de hoje. Aí, vi a mensagem da clínica dizendo que era para remarcar. Liguei na clínica e a secretária informou que o velho maluco havia remarcado o exame. São 22:01 e, até agora, eu não sei como isso aconteceu.  Minha suposição é que ele achou que fosse ontem e deve ter ido até à clínica. Minha mãe gritou com ele? Claro que sim. Eu ouvi? Não porque estava no mundo de Morfeu. Ela grita com ele, a gente nem vai atrás para saber o que está acontecendo. Uma das frases atuais é: seu pai está impossível. Rezemos que seja falta de vitamina B12. Kylo Ren me viu e perguntou se eu não queria voar no pescoço do velho maluco. Respondi que não tinha energia para aquilo. Toquei minha vida. Este ano quero cuidar da saúde.

Diário de bordo 01.02.26

Meus pais não aprontaram nada que mereça nota. Acredito que os tenha deixado curiosos sobre a resposta da neurologista a respeito do meu pai. A demência pode advir da falta de B12. Aconteceram duas coisas (minha mãe vai à neurologista para pegar receita de remédio e a médica quer cortar porque é o Zolpidem. Já contei que meu pai já traficou remédio para ela? Conto mais à frente).  Não lembro a razão de não ter ido com ela na consulta anterior. Quando a médica pediu a ressonância porque ela reclamou de esquecimento, eu quis correr para as montanhas. Não basta um velho louco??? Ela saiu, meu pai entrou. Não tem como determinar se é Alzheimer ou não. No entanto, sei que uma das sequelas do COVID é perda de memória. Dito isto, pergunto à médica se a perda da memória era devido à doenca. O velho maluco respondeu que nunca teve COVID. Então, eu delirei ter passado cinco dias na internação com ele? Ele chegou ao hospital com sepse. Sabe daquelas coisas que você sabe que está acontecendo? ...

Diario de bordo 28.01.26

 Passei um bom tempo sem querer escrever. Sinto necessidade de voltar ao diário de bordo porque pais idosos rendem boas histórias. Acreditem! Todo dia tem novidade. Outro dia, meu pai esqueceu meu nome e o nome do meu irmão. Marquei, pela quarta ou quinta vez, a neurologista. Pensem na minha vergonha! Ele não queria fazer ressonância magnética. O esquecimento dele me ajudou. Dá outra vez, ele tinha topado, maaaasssss pegou COVID e foi internado no dia do exame. A médica havia passado um ansiolítico para o esquecimento. Meu digníssimo pai fez o favor para que servia a medicação. Obrigada, Doutor Google (#sqn). A medicação era para ansiedade. Ele afirma categoricamente que isso não existe. Da última vez, ela passou outro remédio. Perguntei: - Está tomando? - Não preciso. Eu desisti da frase "eu não vou gritar". Em questão de segundos já estou alterada. Meu lugar no céu não está garantido porque dou boas gargalhadas com alguns acontecimentos da vida real!

Professor Polvo

Documentário incrível sobre a amizade de um polvo e um humano. Eu não sabia que polvos morriam após dar à luz. São criaturas magníficas. Eu li sobre essa história em algum momento da minha vida. A interação foi algo que marcou o mergulhador.  Eu chorei quando a polvo foi embora? Sim.  Vou assistir mais desses documentários? Provável que veja todo catálogo da National Geographic.

Demência

Assisti ao filme da National Geographic sobre o pai de Chris Hemsworth estar com Alzheimer. Chorei até quase todo programa. Tenho convivido com isso, mas dói saber que haverá um dia que... Enfim, dói ver uma pessoa que a gente ama desaparecer ao longo do tempo. Tento ter algum tipo de conforto para aliviar. As histórias ficarão para sempre em um lugar especial na alma e no peito.  O reconhecimento da finitude de uma vida é muito difícil. O jeito é agradecer de estar presente, aproveitando o máximo a presença física.

Diferenças culturais

Tenho mais consciência das grandes diferenças culturais no Brasil e em outros lugares devido à minha curiosidade sobre crimes reais.  No entanto, tem algo que me deixa de queixo caído: as investigações paranormais. Os sujeitos usam aparelhos para se comunicar com os mortos. Até certo ponto, é divertido assistir. Logo de cara, as sensações ruins são classificadas como demoníacas. Brasileiro tenta resolver de outro jeito: dá uma passadinha em algum lugar que tenha passe. Euzinha creio que essas forças são reais. Tive uma experiência bastante interessante em Curitiba. Um dos meus melhores amigos estava de guia turístico e eu vi um lugar que parecia ter arte. Entramos e tinha uma única sala iluminada de forma agradável. Dentro, havia um canhão. Dei dois passos para frente. Meu amigo nem entrou, só disse: Nana, vamos embora. O que quer que fosse saiu de perto quando entramos em uma loja de artigos como cristais, velas, tarô, livros esotéricoe. Também já senti uma energia pesada em um sh...