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As fadas dos contos encantados

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Trauma da infância

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RPG (Role Playing Game) e terapia

Imagem gerada por IA  O RPG foi criado em fim da década de 60 e começo da 70 nos Estados Unidos. Não vou entrar no que concerne a história do jogo. O primeiro jogo criado foi o Dungeons and Dragons (Masmorras e Dragões - tradução livre). Inclusive, tem um filme maravilhoso sobre o tema com o Tom Hanks, cujo título é Mazes and Monsters (Labirintos e Monstros). Começarei por este filme para explicar o quão importante o RPG pode ser um grande aliado do terapeuta. O jogo já é usado para ajudar na socialização. No entanto, há outras possibilidades.  A fantasia em ser um "personagem" com características completamente diferentes das "reais" permite que a pessoa possa criar uma nova história em sua mente referente a acontecimentos traumáticos. O trauma tem uma estrutura de looping na mente. É como um alerta de perigo constante para evitar viver a mesma coisa no mundo real. Infelizmente, a ocorrência fica para sempre na mente da pessoa.  Os tratamentos comuns para o trauma f...

O poder do sonho

Imagem criada por IA O título dá a entender que este é um texto de auto-ajuda. Não é. Talvez, até seja... Você entenderá. Acredito que a imagem já basta para entender de que se trata do momento em que nos encontramos nos reinos de Morfeu, Fântaso e Icelo. É quando a areia é soprada em nossos olhos e nos entregamos para o lugar onde tudo é possível: dos nossos desejos ao terror total. Os sonhos intrigam a humanidade há milênios. Eles nos ajudam quando nos dizem sobre o futuro (sonhos premonitórios); sobre o cotidiano (processamento de informações); nos contam sobre a jornada da nossa alma (sonhos simbólicos); e sobre os sonhos sagrados (são mais raros). Como distingui-los? Bom, o premonitório, às vezes, a gente só nota quando acontece. Meu pai me ensinou sobre esses sonhos ao interpretá-los. Fiz uma viagem para conhecer minas de extração de esmeraldas e ouro. Houve quem quisesse entrar em uma mina muito profunda. Lembro de ter olhado e pensado: vai ter um sinal. Falei com me...

Histórias com bad boys

Imagem criada por IA Muitas mulheres têm escrito histórias com alguns plots similares à Crepúsculo e 50 tons de cinza. Louvável que as mulheres estejam ocupando o espaço do erótico. O problema não está no sexo nem no hot (como são conhecidas estas histórias). As mulheres dos romances são pobres e recebem a proposta de casar com um CEO; jovens que se encantam por um homem bruto (dono do morro ou mafioso), que tem um coração mole e acaba se apaixonando pela heroína do livro; a moça que engravida e o pai nada sabe da história. Muitos desses plots vêm do Oriente. Os doramas têm a mesma história repetidas vezes. O problema também não está na fantasia de romances provocados por situações úteis para a história. Basicamente, é o homem rico e/ou, a mulher má e a jovem boa. Outras histórias trazem homens mais velhos que namoram jovens sonhadoras. Claro que nós todos conhecemos estas histórias de longa data, que eram os antigos livros vendidos em bancas de jornal que tinham por nome J...

A importância da vilania nos contos de fadas

Imagem criada por IA Vejo com preocupação a Disney justificar o comportamento das vilãs dos contos de fadas. A maldade está entre nós e, mesmo com a maior das boas intenções, podemos causar o mal. Talvez, a história de vida das vilãs esteja ganhando vida porque temos uma imagem sacra da mulher. Não conseguimos conceber o mal que mulheres possam causar em crianças e em adultos quando são as pessoas tóxicas do relacionamento. Nossa sociedade finge que mulheres podem ser más. Desde a Antiguidade, há o relato de deusas vingativas. Hera é uma delas. Punia as amantes de Zeus, mas jamais o marido. Afrodite dá tarefas impossíveis a Psique porque ela ousou olhar para Eros, coisa que era proibida. Shakespeare escreve sobre essas mulheres em quase todas as peças, mesmo nas comédias.  Os contos de fadas eram contados oralmente. Depois, houve uma compilação escrita. No entanto, em nenhum, há um final feliz "Disney". Eles falam de mutilação, de morte e de cuidados que se deve ter a...

Qualidade de vida x dor crônica

Tenho pacientes que se sentem imprestáveis por conta de dores crônicas. Eu sei como é. Passei a vida achando que eu tinha apenas várias tendinites porque forcei o corpo dando aulas de yoga. Certa feita, perguntei ao psiquiatra se a dor atrapalhava um sono restaurador. Foi o período em que achei que era Síndrome do Periforme.  Recentemente, um médico me diagnosticou com Fibromialgia: 25 anos sentindo dor para descobrir que não tem muito que fazer. Voltando aos pacientes, a dor crônica tira o prazer da vida e um funcionamento equilibrado do corpo. A dor paralisa (literalmente). Uma das analisadas tem endometriose e se sente um lixo por não poder executar tarefas simples como cozinhar, fazer crochê e cuidar das filhas.  As dores tensionam o corpo e a mente porque queremos ser funcional e o corpo diz: not today, honey (tradução livre: hoje não, querida). É possível sentir alívio com antidepressivos ou usar cannabis. Um outro paciente relata se sentir mais relaxado com ...