Pular para o conteúdo principal

Diário de bordo 01.02.26

Meus pais não aprontaram nada que mereça nota. Acredito que os tenha deixado curiosos sobre a resposta da neurologista a respeito do meu pai. A demência pode advir da falta de B12.
Aconteceram duas coisas (minha mãe vai à neurologista para pegar receita de remédio e a médica quer cortar porque é o Zolpidem. Já contei que meu pai já traficou remédio para ela? Conto mais à frente). 
Não lembro a razão de não ter ido com ela na consulta anterior. Quando a médica pediu a ressonância porque ela reclamou de esquecimento, eu quis correr para as montanhas. Não basta um velho louco???
Ela saiu, meu pai entrou. Não tem como determinar se é Alzheimer ou não. No entanto, sei que uma das sequelas do COVID é perda de memória. Dito isto, pergunto à médica se a perda da memória era devido à doenca.
O velho maluco respondeu que nunca teve COVID. Então, eu delirei ter passado cinco dias na internação com ele? Ele chegou ao hospital com sepse. Sabe daquelas coisas que você sabe que está acontecendo? Ele chegou por um fio no hospital. 
CINCO DIAS de internação. 
Na frente da médica.
Estou aprendendo a lidar com ele nesta fase. Pior que nem adianta da piti. Dois minutos depois ele esqueceu. 
Não que eu esteja muito melhor que ele, porque Kylo Ren fala de fatos que eu juro juradinho que nunca aconteceram.
Quanto ao tráfico de medicação, meu pai marcava médico para pegar a receita com o remédio da minha mãe.
Nana, por que você não impede? A diferença entre um véio e uma criança é que as crianças parecem mais propensas a aceitar explicações ou "você vai porque eu quero". 
Vocês já tentaram convencer os véios de alguma coisa? É guerra perdida.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Saudade de tudo que eu não vivi

Há momentos na vida em que a gente se dá conta que a pessoa que está próxima e nunca sequer se importou com a gente. Um dia, eu comento sobre narcisismo por aqui. Só não sei quando. Ontem, me dei conta de que eu sinto saudade de uma pessoa que nunca existiu. Estava na minha mente todos os risos, todos os momentos bons. Mas, eu não estava ali compartilhando risos e dores porque estes instantes só existiram para mim. Eu era apenas alguém a ser suportado para evitar a solidão. Eu amei sozinha. Eu era substituível. Dói a traição. Foi mesmo traição? De certa forma, foi. Parecia que eu era especial, que era importante e nunca fui.  Para não lidar com essa dor, fiquei com obsessão com tricô. Não resolve, né? Foram anos de vivências que eram uma ilusão. Agora, fico tentando achar um sentido para seguir em frente.  Pensei: sinto falta. Imediatamente, veio a frase da música Índios da Legião Urbana: saudade do que sinto de tudo que eu ainda não vi. Eu mudei a frase: saudade de tudo que e...

Jo no creo em Las brujas pero que Las hay Las hay

Kylo Ren (vulgo filho) precisou pegar minha tv para usar no computador. O problema é que ela é pesada e uma das gatas sobre nela para ir para a parte de cima da estante (coisas de gato). Eis que ele levou a tv e ela se recusou a funcionar. Volta a tv para o computador. Nada! Mortinha da Silva. Ele abriu a tv (não posso contar para minha mãe porque ela pode querer usá-lo de assistência técnica, o que não me incomodaria porque eu sou a assistência técnica atual). Voltando... Sou dessas que acredita em fenômenos paranormais ou estava em psicose no que já vivi. Enfim, pensando ser algo energético (espíritos gostam de zoar com eletricidade. Me lembrem de comentar sobre o gnomo que habita a casa) acendi incenso e vela e saí pelo consultório com a vela e o incenso. Lembrei da minha amiga C. que faz isso vez ou outra. Inspirada por ela, pedi à Alexa para tocar oração de São Bento. Ela escolheu uma música de capoeira. Tem problema? Não. Pedia para São Bento proteger.  Na hora do aperto, val...

Diferenças culturais

Tenho mais consciência das grandes diferenças culturais no Brasil e em outros lugares devido à minha curiosidade sobre crimes reais.  No entanto, tem algo que me deixa de queixo caído: as investigações paranormais. Os sujeitos usam aparelhos para se comunicar com os mortos. Até certo ponto, é divertido assistir. Logo de cara, as sensações ruins são classificadas como demoníacas. Brasileiro tenta resolver de outro jeito: dá uma passadinha em algum lugar que tenha passe. Euzinha creio que essas forças são reais. Tive uma experiência bastante interessante em Curitiba. Um dos meus melhores amigos estava de guia turístico e eu vi um lugar que parecia ter arte. Entramos e tinha uma única sala iluminada de forma agradável. Dentro, havia um canhão. Dei dois passos para frente. Meu amigo nem entrou, só disse: Nana, vamos embora. O que quer que fosse saiu de perto quando entramos em uma loja de artigos como cristais, velas, tarô, livros esotéricoe. Também já senti uma energia pesada em um sh...